No dia 29 de junho de 1958, a Seleção Brasileira entrava em campo, no Estádio Rasunda, em Estocolmo, para vencer os donos da casa por 5 a 2. Pelé marcaria naquela partida um dos gols mais bonitos da história das Copas e escreveria o primeiro capítulo bem-sucedido da história dos brasileiros com sua seleção. O capitão Bellini, atendendo a pedido dos fotógrafos, ergueria bem alto o troféu da conquista. Estava eternizado ali um gesto que seria copiado por todos os demais campeões. E a alegria dos brasileiros mostrava a superação do complexo de vira-lata. ?A taça do mundo é nossa. Com brasileiro, não há quem possa.?


Pelé
Faz 50 anos que um menino brasileiro virou rei na Suécia. Outros 50 anos virão e esse mesmo rei continuará com sua majestade. Pelé não entrou para a história do futebol mundial após a conquista da Copa do Mundo de 1958, a primeira das cinco que a Seleção carrega na mala. Pelé é a própria história do futebol e daquele Mundial.


Não há como contar o futebol em seus mais de 100 anos sem passar por Pelé. Não há como resgatar a primeira Copa ganha pelo Brasil sem prestar reverência ao menino de Três Corações (MG). O futebol eternizou centenas de tantos outros jogadores de tirar o chapéu, só para usar uma saudação da época. Mas Pelé foi o melhor. E foi na Copa de 58 que o menino de 17 anos, deslumbrado com tudo que o cercava tão meteórico foi o seu começo, passou a ser chamado de rei. Rei Pelé. Uma homenagem dos franceses, sempre na vanguarda dos acontecimento. ?Quando vi Pelé jogar, tive vontade de pendurar as chuteiras?, comentou Just Fontaine, atacante francês, artilheiro da Copa de 58, do fundo do seu coração. ?Eu não entendia direito por que me chamavam de rei. O Didi jogava muito mais que eu, que só tinha 17 anos naquela Copa. Essa história de rei começou após a conquista de 58, quando o rei da Suécia desceu ao campo para nos cumprimentar. Aí o jornal L?Equipe (da França) estampou na capa: Le Roi Pelé. E todos começaram a me chamar de rei?, lembrou Pelé.


Foi na Copa de 58 que Pelé marcou o primeiro dos seus 12 gols na história dos mundiais – disputou quatro edições, em 1958, 1962, 1966 e 1970. Foi na vitória por 1 a 0 do Brasil sobre o País de Gales, em 19 de junho. Quatro dias depois, contra a França de Fontaine, Pelé faria três na vitória de 5 a 2 do Brasil. A Copa de 1958 chegou ao Brasil pelas ondas do rádio. ?Após a conquista, queria muito ligar para o meu pai, seu Dondinho. Ficava no telefone, o único que tínhamos à disposição, tentando falar com o Brasil. Era na base do ?Câmbio! Oi pai! Câmbio! Vencemos! Câmbio!??, explicou o rei. Até hoje Pelé diz que o time de 1958 foi melhor individualmente do que a Seleção de 1970, que foi tricampeã mundial no México. ?Os jogadores de 58 eram mais talentosos. A Fifa diz que o Brasil de 70 foi a melhor seleção de todos os tempos. Mas individualmente, a de 58 era melhor?, garantiu Pelé, o único que jogou nas duas.


Ficha técnica 
Brasil:
Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando, Nilton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Vavá, Pelé, Zagalo – Técnico: Vicente Feola  Suécia: Svensson; Bergmark, Axbom; Borjesson, Gustavsson, Parling; Hamrin, Gren, Simonsson, Liedholm, Skoglund Técnico: Georges Raynor 
Árbitro: Maurice Guigue (França)
Local: Raasunda (Estocolmo)
Gols: Liedholm 4, Vavá 8 e 32 do 1º tempo; Pelé 11, Zagalo 23, Simonsson 35, Pelé 44 do 2º. – Final: 29/junho/1958 




(Fonte:AE)

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