Depois de seis semanas de julgamento, os 12 membros do júri analisaram as questões técnicas do caso, como uma conta que os três têm no Panamá, ponto central da acusação contra o piloto brasileiro. Castroneves se defendeu dessa e de outras acusações para conseguir convencer o júri.


Castroneves foi absolvido de seis acusações de evasão de divídas fiscais, mas ainda terá de esperar a decisão do juiz em uma sétima acusação, de conspiração, que ainda não tem data para ser anunciado o veredicto.


Emocionado depois de sair do julgamento, o brasileiro chorou muito e comemorou a decisão da Justiça americana. ”Eu apenas quero agradecer a Deus, aos meus fãs e todas as pessoas que rezaram por mim. Foi um lugar muito difícil para ficar dentro”.


Entenda o caso


O brasileiro, que vive em Miami desde 1997, recebeu US$ 530 mil da Coimex Internacional, uma empresa brasileira que o patrocinou pouco antes de ele estourar na Fórmula Indy. O piloto recebeu ainda cerca de US$ 5 milhões pelo contrato com a Penske, acertado em 1999.


Castroneves só pagou impostos de US$ 50 mil do montante que recebeu da Coimex Internacional e não declarou o dinheiro que ganhou com o contrato com a Penske. No total, o brasileiro deve US$ 2,3 milhões em impostos ao governo dos Estados Unidos.


A defesa de Castroneves alegou que o dinheiro ganho com o patrocínio da Coimex foi enviado para uma conta do seu pai, que vive no Brasil e apóia a carreira do piloto.


Com relação ao dinheiro ganho pelo contrato com a Penske de cinco anos, Castroneves disse que mandou para um banco holandês e que começará a pagar os impostos a partir do mês que vem, quando receberá esse montante.


Caso fosse considerado culpado, Castroneves poderia pegar de cinco a 35 anos de prisão e dar adeus à carreira no automobilismo.


 
(Fonte:Terra)

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